O gerenciamento de licenças de exportação é implementado para produtos de tela metálica de aço.
Atualmente, a indústria siderúrgica chinesa enfrenta uma pressão sem precedentes para se transformar. De janeiro a novembro de 2025, as exportações de aço da China atingiram 107,7 milhões de toneladas, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. O volume anual de exportações deverá alcançar 115 milhões de toneladas, superando o recorde histórico de 112 milhões de toneladas em 2015. Por outro lado, o protecionismo comercial global continua a se intensificar. Desde 2024, a indústria siderúrgica chinesa enfrentou mais de cinquenta processos antidumping, com o número de casos atingindo um recorde histórico. Nesse contexto, a reimplementação da gestão de licenças de exportação para alguns produtos siderúrgicos não é apenas uma necessidade prática para responder às mudanças no ambiente do comércio internacional, mas também uma escolha estratégica para promover a transformação verde e de baixo carbono da indústria siderúrgica e otimizar a estrutura de exportação.

O Anúncio nº 79 de 2025, que reinicia a gestão de licenças de exportação para alguns produtos siderúrgicos, é uma política regulatória precisa que combina atributos de ajuste anticíclico com as características da atualidade. Seu cerne não é um limite de quantidade total, mas sim a superação do impasse de "aumento do volume com queda de preço" e a pressão das fricções comerciais por meio da inclusão diferenciada de 268 códigos alfandegários de mercadorias, orientando o setor a migrar da expansão em escala para a melhoria da qualidade e da eficiência. No curto prazo, empresas com produtos de baixo valor agregado podem enfrentar ajustes graduais, como a transição das exportações para as vendas no mercado interno e a liquidação de estoques. No médio e longo prazo, três grandes mudanças estruturais serão promovidas: a exportação de produtos de alto consumo energético e baixo valor agregado será restringida; a proporção de aço verde de alta qualidade aumentará gradualmente; e a proporção de exportação de chapas de alta qualidade deverá atingir 45% até 2030. O mercado se expandirá para mercados emergentes, como África e América Latina, reduzindo a dependência dos mercados tradicionais. O cenário competitivo do setor está se remodelando, e as vantagens das grandes empresas estão se tornando mais evidentes. A política não apenas se conecta com a estrutura de gestão anterior para garantir a estabilidade, mas também se alinha estreitamente com as metas de "carbono duplo" e a modernização industrial, obrigando as empresas a passarem por uma transformação verde e a enfrentarem barreiras ao comércio verde, como o CBAM (Acordo de Manufatura Aduaneira). No futuro, as empresas precisarão se adaptar proativamente aos requisitos de conformidade e acelerar a inovação e a transformação. O setor formará um ciclo virtuoso de "otimização das exportações - modernização industrial - desenvolvimento verde", lançando uma base sólida para o desenvolvimento de alta qualidade.















